Concurso Biomédico

Questões de Verbos (Língua Portuguesa) para concurso de Biomédico

13 questões de concursos de Biomédico sobre Verbos, de 12 provas, com gabarito oficial. Veja uma amostra e resolva todas no app.

Questão 1 · ABCP · 2025 · CRBM-1 (Conselho Regional de Biomedicina 1ª Região)

Naufrágio de quase 2 mil anos preserva coleção com centenas de cerâmicas intactas Centenas de cerâmicas antigas bem conservadas foram encontradas em um naufrágio na costa de Adrasan, na Turquia, a uma profundidade de 33 a 46 metros da superfície. Estima-se que os pratos, as bandejas e as tigelas datem do período helenístico tardio e do início do período romano, indicando que a embarcação pode ter afundado há quase dois mil anos. A descoberta veio à tona graças a um mergulho conduzido pelo próprio ministro da Cultura e do Turismo do país, Mehmet Nuri Ersoy. Imagens e vídeos da expedição demonstram que as louças antigas estão em excelente estado de conservação, com suas cores e características originais preservadas. Neste navio cargueiro, descobrimos centenas de peças revestidas com argila crua, dispostas umas dentro das outras para protegê-las durante o transporte. Graças a essa técnica, até mesmo os padrões da cerâmica sobreviveram até os dias atuais quase intactos. Como muitas das peças sobreviveram em suas posições originais, elas fornecem informações valiosas sobre a forma de produção, embalagem e transporte de bens de consumo na antiguidade. Além de gerar insights sobre as vantagens do revestimento com argila bruta, uma abordagem que nunca tinha sido vista de maneira tão completa em nenhum outro lugar. Alguns exemplares da carga naufragada foram levados de volta para a superfície, de forma a permitir análises mais detalhadas do material. Encaminhadas para os Laboratórios Regionais de Restauração e Conservação, essas obras serão limpas, manipuladas e estudadas em detalhes no sentido de completar lacunas sobre a história desse naufrágio, bem como das atividades comerciais da região. (Fonte adaptada: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueologia/noticia/2025/07/naufragio-preserva-colecao-com-centenas-de-ceramicas-intactas-veja.ghtml, acesso em 07 de julho de 2025.)

O verbo “haver”, presente na linha 08, tem a sua conjugação apresentada no texto de forma apropriada. Qual seria a única justificativa correta para alteração de sua grafia e sentido?

  1. A) Aplicar mudança na sua forma de utilização, passando a indicar tempo decorrido.
  2. B) Modificação da categoria temporal verbal, não devendo atribuir o Presente.
  3. C) Alterar sua pessoalidade verbal, com a adição de pronomes retos.
  4. D) Alterar sua regência para transitiva direta, adicionando preposição exigida pelo verbo.
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Gabarito oficial: B

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Questão 2 · ADM&TEC · 2024 · Prefeitura de Brejo da Madre de Deus (PE)

Estudo relata violência contra jornalistas e comunicadores na Amazônia. Agência Brasil 23/04/24 Alertar a sociedade sobre a relação de crimes contra o meio ambiente e a violência contra jornalistas na Amazônia é o objetivo do estudo Fronteiras da Informação – Relatório sobre jornalismo e violência na Amazônia, lançado hoje (23) pelo Instituto Vladimir Herzog (IVH), em Belém. O material traça um panorama sobre a situação na região amazônica, palco de crescente onda de violência, atingindo diretamente os profissionais de imprensa. Dados da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) revelam a ocorrência de 230 casos de violência contra liberdade de imprensa nos nove estados da Amazônia Legal, nos últimos dez anos. Segundo a Fenaj, o Pará é o estado mais violento para repórteres na Amazônia, com 89 casos registrados em uma década, seguido por Amazonas (38), Mato Grosso (31) e Rondônia (20). Um dos casos mais emblemáticos e que chocou o Brasil e o mundo foi o assassinato do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, em 2022. Segundo o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, Giuliano Galli, a morte brutal dos profissionais levou o instituto a se debruçar com maior atenção aos casos de violência na região. O instituto desenvolve projetos relacionados à proteção de jornalistas em todo o país. “Especificamente, nos últimos anos, principalmente após o assassinato do Bruno e do Dom, a gente começou a receber um volume de denúncias muito maior de jornalistas e comunicadores que atuam na região amazônica. Então, a grande motivação foi produzir um documento que embasasse essa nossa percepção – de ter um número de casos maior naquela região – para que a gente pudesse utilizar para um trabalho de incidência junto a atores do Estado brasileiro para que possa adotar medidas e criar políticas públicas de proteção aos jornalistas e comunicadores na Amazônia.”, disse Galli à Agência Brasil. O relatório traz diversos relatos de casos em que a violência contra os profissionais aparece diretamente ligada às investigações sobre crimes ambientais. […] “Os relatos que a gente recebe é que, especificamente no Vale do Javari, a situação ainda continua bastante perigosa e pouco foi feito desde então. Então, não deixa de ser uma motivação para evitar que casos parecidos como o do Bruno e do Dom se repitam, não só no Vale do Javari, mas em toda a Amazônia e em todo o país”, acrescentou Galli. Para o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, o relatório é claro ao apontar a relação de atividades ilegais como garimpo, mineração, ocupação de territórios indígenas e a ausência de políticas públicas de proteção. Ele destaca ainda que a violência não é sofrida apenas por jornalistas e comunicadores, mas também por defensores de direitos humanos em geral. Adaptado https://istoedinheiro.com.br

“[...] um documento que embasasse essa nossa percepção [...].” 6º§
A forma verbal nessa frase está no modo:

  1. A) Subjuntivo.
  2. B) Indicativo.
  3. C) Imperativo.
  4. D) Infinitivo.
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Gabarito oficial: A

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Questão 3 · FUNDEP (Gestão de Concursos) · 2022 · Prefeitura de Pará de Minas (MG)

Aquela menina às margens do Igarapé O bracinho da menina acena no seu corpinho em pé, na porta da casa de madeira nas margens do Igarapé. Respondo, respondemos com vários ternos acenos, do barco que avança dentro da massa de compacto calor amazônico. De tantas cenas com pássaros, árvores e casas de caboclo, a imagem dessa menina imprimiu-se logo em mim. Fotograficamente. Peço à minha mulher um papelzinho e anoto o que poderia ser o início de um poema. Procuro-o agora e percebo que o perdi como a tantos outros inúteis textos. Contudo, o bracinho da menina acena, em pé, na porta da casa de madeira nas margens do igarapé. Acena para mim e eu respondo. Um Brasil acena para outro Brasil, que passa. Estou conhecendo uma das muitas ilhas amazônicas, defronte de Belém do Pará, depois de ter feito uma conferência na inauguração do Centro Cultural Tancredo Neves sobre a questão da identidade nacional. Isto foi ontem. Agora estou no meio deste rio, que de tão largo parece mar, e continuo me perguntando "que país é este?". E o bracinho da menina acena para mim. Como os moradores desta ilha, ela tem olhos claros e cabelos lisos: é uma caboclinha, mistura de portugueses e índios. E ainda ontem na conferência eu citava Simon Bolívar: "Não somos nem índios nem europeus, somos qualquer coisa intermediária entre os senhores legítimos deste país e os usurpadores espanhóis. Em resumo, sendo americanos de nascença e beneficiando-nos dos direitos originais da Europa, não nos devemos opor aos direitos dos índios e ficar no nosso país para resistir aos invasores estrangeiros. Nossa situação é, portanto, ao mesmo tempo extraordinária e terrivelmente complicada". O barco avança. Passa por outras casas, pássaros, árvores e muitas coisas que anotei no papelzinho que perdi. Sou um país que perde seus papéis e está perplexo entre a cidade e o igarapé. De repente no alto, cruzando de uma margem a outra, como numa rua de Ipanema, uma corda com estandarte de plástico da Copa/86. A emoção do futebol flutua nos mínimos canais da Amazônia. Desembarcamos para conhecer a ilha. E vamos vendo, pegando, apalpando cajueiros, seringueiras já exploradas e imensos castanheiros. Um punhado de meninos de 5 a 10 anos, talvez irmãos, primos daquela menininha que me acenava, nos acompanha como um bando de macaquinhos felizes. Aguardam sob os pés de açaí a ordem do guia para uma demonstração de destreza: subir nos troncos rapidamente usando, amarrada aos pés, uma tira vegetal de apoio e impulso. Desses meninos, quantos ficam por aqui? O guia mostra adiante uma casa rosa de madeira. Pertence a um morador que foi um desses meninos, cresceu, saiu da ilha, virou advogado em Belém e, no entanto, preserva a casa para fins de semana. Isto me lembra Oswald de Andrade: "o lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportando e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos". Mas aquele ali é diferente. Manteve suas raízes. Talvez tenha resolvido o dilema entre a selva e a escola. A escola, aliás, está ali: mais adiante. Mais de cinquenta garotos fazem as quatro séries do primário juntos. Só um está na quarta série. A velha professora batalhou ali mais de cinquenta anos. Uma caixinha na parede pede colaboração dos turistas. A escola tem o nome de uma mulher americana, lembrando a doação e a visita. De repente, uma clareira. Houve um pequeno incêndio. E o chão é só areia. Diz o guia: É assim que ficará a Amazônia com o desmatamento. Esta é a terra típica daqui, arenosa. Penso no livro de Loyola, "Não Verás País Nenhum" e na "Amazônia Saqueada", de Edmar Morel. Lembro a afirmação do ecólogo Paulo Fraga denunciando que as setecentas serrarias que devastaram o Espírito Santo deslocaram-se para a Amazônia. Foram cinco horas de viagem. Vou voltando para Belém de barco, vou comer um pato ao tucupi, tomar um sorvete de cupuaçu e graviola. Mas por onde quer que eu vá agora, um bracinho de menina acena, em pé, na porta da casa de madeira nas margens do igarapé. SANT'ANNA, Affonso Romano de. Porta de colégio e outras crônicas. 7 ed. São Paulo: Ática, 2002.

Na crônica de Affonso Romano de Sant’Anna predominam as formas verbais conjugadas no pretérito perfeito do indicativo.
Releia o terceiro parágrafo:
“Acena para mim e eu respondo. Um Brasil acena para outro Brasil, que passa. Estou conhecendo uma das muitas ilhas amazônicas, defronte de Belém do Pará, depois de ter feito uma conferência na inauguração do Centro Cultural Tancredo Neves sobre a questão da identidade nacional. Isto foi ontem. Agora estou no meio deste rio, que de tão largo parece mar, e continuo me perguntando “que país é este?”. E o bracinho da menina acena para mim. Como os moradores desta ilha, ela tem olhos claros e cabelos lisos: é uma caboclinha, mistura de portugueses e índios.”
No trecho do texto apresentado verifica-se o uso do

  1. A) presente do indicativo, a fim de aproximar o leitor da cena central do texto, quando o narrador observa uma menina às margens do Igarapé.
  2. B) presente do subjuntivo, com o intuito de revelar as dúvidas que circundavam o narrador ao ver uma criança em um lugar remoto.
  3. C) pretérito imperfeito do indicativo, com o objetivo de indicar que as ações do narrador foram interrompidas ao ver a menina às margens do rio.
  4. D) pretérito mais-que-perfeito do indicativo, ao apresentar uma sucessão de ações que ocorreram no passado, por ocasião da viagem do narrador ao Pará.
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Gabarito oficial: A

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Questão 4 · ADVISE · 2021 · Prefeitura de Coremas (PB)

Idoso comove ao fazer sinfonia para mulher em janela de hospital na Itália Um italiano de 81 anos comoveu muita gente ao fazer uma serenata na janela do hospital onde sua mulher está internada, em Castel San-Giovanni, na região de Emilia-Romagna. Juntos há 47 anos, eles não podem se encontrar pessoalmente porque visitas estão proibidas. Um vídeo registrou Stefano Bozzini tocando acordeão, sentado em um banquinho no meio da rua, enquanto Carla Sacchi ouve, emocionada, suas músicas preferidas, acompanhada por mais duas pessoas (assista acima). Todos usam máscaras de proteção. O hospital onde ela está internada não recebe pacientes com Covid-19, segundo a agência italiana de notícias Ansa, mas proíbe visitas no momento devido à pandemia. Bozzini, que é membro da reserva da infantaria montanhesa Alpina, usa ainda o chapéu que fazia parte de seu uniforme, com uma longa pena. (Fonte adaptada: https://g1.globo.com>Acesso em 11 de novembro de 2020)

“Um vídeo registrou Stefano Bozzini tocando acordeão, [...]” (linhas 6 e 7). O verbo destacado está conjugado no:

  1. A) Presente do indicativo.
  2. B) Presente do subjuntivo.
  3. C) Pretérito imperfeito do indicativo.
  4. D) Futuro do pretérito do indicativo.
  5. E) Pretérito perfeito do indicativo.
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Gabarito oficial: E

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Questão 5 · CETREDE · 2021 · Prefeitura de Paraipaba (CE)

Mudando a pessoa da forma verbal “diziam” para a 2ª pessoa do plural do mais-que-perfeito composto do subjuntivo, tem-se ________ dito. Marque a opção que preenche corretamente a lacuna.

  1. A) tiverdes
  2. B) houvesses
  3. C) tivésseis
  4. D) teríeis
  5. E) tivéreis
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Gabarito oficial: C

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Questão 6 · CEBRASPE · 2020 · Prefeitura de Barra dos Coqueiros (SE)

A empatia é, em termos simples, a habilidade de se colocar no lugar do outro. Por exemplo, se você, leitor, escuta uma história sobre uma criança que teve muitos problemas de saúde, que vem de uma família muito pobre, e se comove, é possível ter dois tipos de emoção: o dó, que é a simpatia; ou colocar-se no lugar daquela criança, imaginar o que ela passou e tentar entender o que ela sentia, enxergar o panorama a partir dos olhos dela. “É ser sensível a ponto de compreender emoções e sentimentos de outras pessoas”, explica Rodrigo Scaranari, da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional. E é uma característica que pode, sim, ser aprendida — ou, pelo menos, treinada. Para Rodrigo, o exercício passa pelo autoconhecimento: para compreender a emoção do outro, é preciso conhecer e entender o que se passa dentro da própria cabeça. “Assim como podemos treinar os bíceps na academia, e ficar mais fortes, podemos ser cada vez mais empáticos com a prática. A plasticidade do cérebro torna isso possível”, explica a professora Anita Nowak, pesquisadora da empatia e diretora da Área de Iniciativas Sociais e Econômicas da Universidade McGill, em Montreal. Mas por que nos colocamos no lugar do outro? Para o psicólogo, psicanalista e professor João Ângelo Fantini, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a empatia seria “uma forma de restabelecer um contato com um objeto de amor perdido, uma parte incompreendida do sujeito”. Enxergamos no outro uma humanidade compartilhada, sentimentos que também temos e que são aplicados em situações completamente diferentes. Por reconhecermos nós mesmos no próximo, temos empatia. Tal sentimento é uma via de mão dupla: beneficia não só quem o desenvolve, mas também o emissor. “A empatia é, sem dúvida nenhuma, uma das habilidades mais importantes para que se tenha uma boa convivência social, interferindo diretamente tanto no sucesso pessoal como no profissional. Ao entender melhor as emoções e as necessidades de cada um, temos menos dificuldades para lidar com eventuais conflitos pessoais em qualquer ambiente ou situação”, afirma Rodrigo. Juliana Contaifer e Renata Rusky. Colocando-se no lugar do outro. In: Correio Braziliense, 1/1/2017. Internet: <www.correiobraziliense.com.br> (com adaptações).

No texto CG1A2-I, o emprego da forma verbal “seria” (R.23) expressa

  1. A) um fato que se passa no presente.
  2. B) uma concepção ou hipótese.
  3. C) um fato passado não habitual.
  4. D) algo impossível de se realizar.
  5. E) um fato ocorrido no passado e totalmente concluído.
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Gabarito oficial: B

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Questão 7 · AOCP · 2017 · EBSERH (HRL-UFS)

“OS DESAFIOS DA VIDA EM SOCIEDADE”. Crônica do Major Irlando. O instinto gregário naturalmente nos impulsiona a viver em grupo. Ninguém há que consiga viver tal qual um ermitão, um eremita, insulado de tudo e de todos. Afinal, precisamos uns dos outros! Mas… como viver em grupo sem conflitos? A vida em sociedade impõe condutas que vão desde o respeito ao próximo, até o cumprimento de todas as regras e normas que nos são apresentadas, como forma de fruirmos uma convivência pacífica e harmoniosa. Desta forma, não cabem atitudes individualistas, egoísticas, as quais apenas atendem aos anseios próprios. Assim, a vontade individual jamais poderá se sobrepujar à coletiva. Infelizmente, nem todos são dotados desse nível de entendimento e consciência, e disso resultam os problemas, as intrigas, os conflitos, enfim. A grande maioria de nós ainda precisa de polícia, a fim de fiscalizar as nossas atitudes. A sós, tendemos a infringir, a violar! Obviamente, não podemos generalizar, mas o nosso nível evolutivo ainda não está suficientemente avançado de modo a possibilitar-nos condutas retas, probas e dignas, em todos os aspectos. Como o nosso orbe está sempre apresentando uma densidade demográfica exorbitante, pois atualmente já somamos mais de sete bilhões de seres humanos, urge a necessidade de uma mudança de atitude comportamental, de todos nós, a qual nos levará a uma convivência agradável, minimizando os inúmeros conflitos sociais. Sócrates (370 a. C.), o eminente filósofo grego, já nos convidava à viagem interior, através da qual analisaríamos não os fatores externos que permeiam nossas vidas, mas a nossa essência espiritual, possibilitando o descobrimento das nossas mazelas morais para as trabalharmos, num eterno processo de burilamento do nosso caráter, da nossa personalidade. Diante do Oráculo de Delfos, o referido filósofo se deparou com uma frase inquietadora: “Homem, conhece-te a ti mesmo!” Isso nos levaria a essa autoanálise, ao autodescobrimento para, a partir daí, buscarmos seguir o valioso ensinamento de Santo Agostinho: sermos hoje melhores do que fomos ontem, e amanhã melhores do que estamos sendo hoje! Sabemos que qualquer mudança no campo social se dá a longo prazo, porque envolve hábitos e costumes, os quais, via de regra, necessitam de tempo para serem alterados. Contudo, que possamos encetar os primeiros passos, buscando fazer a nossa parte, acreditando que estaremos semeando não para nós, mas, quiçá, para nossos descendentes, a fim de contribuirmos para um mundo melhor. Texto adaptado. Fonte: http://macaubasonoff.com.br/os-desafios-da-vida-em-sociedade-cronica-do-major-irlando/

Em relação ao excerto “Contudo, que possamos encetar os primeiros passos, buscando fazer a nossa parte, acreditando que estaremos semeando não para nós, mas, quiçá, para nossos descendentes, a fim de contribuirmos para um mundo melhor.”, assinale a alternativa correta.

  1. A) Todo o excerto indica hipótese, pois todos os verbos se encontram conjugados no modo subjuntivo.
  2. B) Todo o excerto indica uma situação hipotética. Isso é possível verificar tendo em vista as formas verbais que, em alguns casos, apesar de estarem conjugadas no tempo presente, indicam futuro.
  3. C) “Possamos encetar”; “buscando fazer” e “estaremos semeando” são locuções verbais em que um dos verbos é o auxiliar conjugado, e o outro verbo está em sua forma nominal.
  4. D) O verbo “contribuirmos” é um infinitivo conjugado, portanto, denominado infinitivo impessoal.
  5. E) Como a maioria dos verbos encontram-se em sua forma nominal impessoal, é impossível identificar um sujeito nesse excerto.
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Gabarito oficial: B

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Questão 8 · AOCP · 2016 · EBSERH (CH-UFPA)

Zygmunt Bauman: Estamos isolados em rede? “As relações humanas não são mais espaços de certeza, tranquilidade e conforto espiritual. Em vez disso, transformaram-se numa fonte prolífica de ansiedade. Em lugar de oferecerem o ambicionado repouso, prometem uma ansiedade perpétua e uma vida em estado de alerta. Os sinais de aflição nunca vão parar de piscar, os toques de alarme nunca vão parar de soar.” - Zygmunt Bauman Em tempos líquidos, a crise de confiança traz consequências para os vínculos que são construídos. Estamos em rede, mas isolados dentro de uma estrutura que nos protege e, ao mesmo tempo, nos expõe. É isso mesmo? O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em seu livro Medo líquido, diz que estamos fragilizando nossas relações e, diante disso, nos contatamos inúmeras vezes, seja qual for a ferramenta digital que usamos, acreditando que a quantidade vai superar a qualidade que gostaríamos de ter. Bauman diz que, nesses tempos líquidos modernos, os homens precisam e desejam que seus vínculos sejam mais sólidos e reais. Por que isso acontece? Seriam as novas redes de relacionamento que são formadas em espaços digitais que trazem a noção de aproximação? Talvez sim, afinal a conexão com a rede, muitas vezes, se dá em momentos de isolamento real. O sociólogo, então, aponta que, quanto mais ampla a nossa rede, mais comprimida ela está no painel do celular. “Preferimos investir nossas esperanças em ‘redes’ em vez de parcerias, esperando que em uma rede sempre haja celulares disponíveis para enviar e receber mensagens de lealdade”, aponta ele. E já que as novas sociabilidades, aumentadas pelas pequenas telas dos dispositivos móveis, nos impedem de formar fisicamente as redes de parcerias, Bauman diz que apelamos, então, para a quantidade de novas mensagens, novas participações, para as manifestações efusivas nessas redes sociais digitais. Tornamo-nos, portanto, seres que se sentem seguros somente se conectados a essas redes. Fora delas os relacionamentos são frágeis, superficiais, “um cemitério de esperanças destruídas e expectativas frustradas”. A liquidez do mundo moderno esvai-se pela vida, parece que participa de tudo, mas os habitantes dessa atual modernidade, na verdade, fogem dos problemas em vez de enfrentá-los. Quando as manifestações vão para as ruas, elas chamam a atenção porque se estranha a formação de redes de parceria reais. “Para vínculos humanos, a crise de confiança é má notícia. De clareiras isoladas e bem protegidas, lugares onde se esperava retirar (enfim!) a armadura pesada e a máscara rígida que precisam ser usadas na imensidão do mundo lá fora, duro e competitivo, as ‘redes’ de vínculos humanos se transformam em territórios de fronteira em que é preciso travar, dia após dia, intermináveis conflitos de reconhecimento.” (http://www.fronteiras.com/artigos/zygmunt-bauman-estamos-isolados-em-rede)

Na frase “[...] Os sinais de aflição nunca _vão_ parar de piscar, os toques de alarme nunca _vão_ parar de soar. [...]”, os verbos em destaque estão flexionados no

  1. A) pretérito perfeito do indicativo.
  2. B) futuro do presente do indicativo.
  3. C) futuro do pretérito do indicativo.
  4. D) futuro do pretérito do subjuntivo.
  5. E) presente do indicativo.
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Gabarito oficial: E

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Questão 9 · AOCP · 2015 · EBSERH HE-UFSCAR

Unesco: mundo precisará mudar consumo para garantir abastecimento de água 20/03/15 Relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostra que há no mundo água suficiente para suprir as necessidades de crescimento do consumo, “mas não sem uma mudança dramática no uso, gerenciamento e compartilhamento”. Segundo o documento, a crise global de água é de governança, muito mais do que de disponibilidade do recurso, e um padrão de consumo mundial sustentável ainda está distante. De acordo com a organização, nas últimas décadas o consumo de água cresceu duas vezes mais do que a população e a estimativa é que a demanda cresça ainda 55% até 2050. Mantendo os atuais padrões de consumo, em 2030 o mundo enfrentará um déficit no abastecimento de água de 40%. Os dados estão no Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos 2015 – Água para um Mundo Sustentável. O relatório atribui a vários fatores a possível falta de água, entre eles, a intensa urbanização, as práticas agrícolas inadequadas e a poluição, que prejudica a oferta de água limpa no mundo. A organização estima que 20% dos aquíferos estejam explorados acima de sua capacidade. Os aquíferos, que concentram água no subterrâneo e abastecem nascentes e rios, são responsáveis atualmente por fornecer água potável à metade da população mundial e é de onde provêm 43% da água usada na irrigação. Os desafios futuros serão muitos. O crescimento da população está estimado em 80 milhões de pessoas por ano, com estimativa de chegar a 9,1 bilhões em 2050, sendo 6,3 bilhões em áreas urbanas. A agricultura deverá produzir 60% a mais no mundo e 100% a mais nos países em desenvolvimento até 2050. A demanda por água na indústria manufatureira deverá quadruplicar no período de 2000 a 2050. Segundo a oficial de Ciências Naturais da Unesco na Itália, Angela Ortigara, integrante do Programa Mundial de Avaliação da Água (cuja sigla em inglês é WWAP) e que participou da elaboração do relatório, a intenção do documento é alertar os governos para que incentivem o consumo sustentável e evitem uma grave crise de abastecimento no futuro. “Uma das questões que os países já estão se esforçando para melhorar é a governança da água. É importante melhorar a transparência nas decisões e também tomar medidas de maneira integrada com os diferentes setores que utilizam a água. A população deve sentir que faz parte da solução.” Cada país enfrenta uma situação específica. De maneira geral, a Unesco recomenda mudanças na administração pública, no investimento em infraestrutura e em educação. “Grande parte dos problemas que os países enfrentam, além de passar por governança e infraestrutura, passa por padrões de consumo, que só a longo prazo conseguiremos mudar, e a educação é a ferramenta para isso”, diz o coordenador de Ciências Naturais da Unesco no Brasil, Ary Mergulhão. No Brasil, a preocupação com a falta de água ganhou destaque com a crise hídrica no Sudeste. Antes disso, o país já enfrentava problemas de abastecimento, por exemplo no Nordeste. Ary Mergulhão diz que o Brasil tem reserva de água importante, mas deve investir em um diagnóstico para saber como está em termos de política de consumo, atenção à população e planejamento. “É um trabalho contínuo. Não quer dizer que o país que tem mais ou menos recursos pode relaxar. Todos têm que se preocupar com a situação.” O relatório será mundialmente lançado hoje (20) em Nova Délhi, na Índia, antes do Dia Mundial da Água (22). O documento foi escrito pelo WWAP e produzido em colaboração com as 31 agências do sistema das Nações Unidas e 37 parceiros internacionais da ONU-Água. A intenção é que a questão hídrica seja um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que vêm sendo discutidos desde 2013, seguindo orientação da Conferência Rio+20 e que deverão nortear as atividades de cooperação internacional nos próximos 15 anos. Texto adaptado - Fonte: http://afolhasaocarlos.com.br/noticias/ver_no ticia/5215/controler:noticias

Assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma a respeito das palavras em destaque no excerto a seguir. “Os aquíferos, que concentram água no subterrâneo e abastecem nascentes e rios, são responsáveis atualmente por fornecer água potável à metade da população mundial...”.

  1. A) São verbos conjugados no tempo presente do indicativo e se encontram no plural para concordar com “Os aquíferos”.
  2. B) Os verbos “concentram” e “abastecem” se encontram no pretérito do indicativo e têm, respectivamente, os seguintes sujeitos pospostos: água, nascentes e rios.
  3. C) O verbo “são” se encontra no plural para concordar com o sujeito “nascentes e rios”.
  4. D) O verbo “são” tem como objeto direto o que segue: “responsáveis atualmente por fornecer água potável à metade da população mundial”.
  5. E) São verbos conjugados no presente do subjuntivo e remetem ao sujeito “água potável”.
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Gabarito oficial: A

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Questão 10 · UPENET-IAUPE · 2014 · SAD-SES-PE

A cólera prejudica o sossego da vida e a saúde do corpo, ofusca o julgamento e cega a razão. (Diderot)

Se o termo "cólera" fosse substituído por "maus pensamentos", preservando-se o tempo verbal do texto 06, estaria CORRETO o texto indicado na alternativa

  1. A) Maus pensamentos prejudicariam o sossego da vida e a saúde do corpo, ofuscariam o julgamento e cegariam a razão.
  2. B) Maus pensamentos prejudicavam o sossego da vida e a saúde do corpo, ofuscavam o julgamento e cegavam a razão.
  3. C) Maus pensamentos prejudicam o sossego da vida e a saúde do corpo, ofuscam o julgamento e cegam a razão.
  4. D) Maus pensamentos prejudicarão o sossego da vida e a saúde do corpo, ofuscarão o julgamento e cegarão a razão.
  5. E) Maus pensamentos prejudicam o sossego da vida e a saúde do corpo, ofuscaram o julgamento e cegaram a razão.
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Gabarito oficial: C

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