Concurso Biomédico

Questões de Colocação pronominal (Língua Portuguesa) para concurso de Biomédico

19 questões de concursos de Biomédico sobre Colocação pronominal, de 19 provas, com gabarito oficial. Veja uma amostra e resolva todas no app.

Questão 1 · VUNESP · 2025 · Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto (SP)

Leia o texto para responder às questões de 11 a 15: A Velha A velha era felicíssima. Pois não é verdade que tinha uma boa vida e nada lhe faltava? Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim, nem demasiado à sombra nem demasiado ao sol, o elétrico¹ não vinha excessivamente cheio e também conseguiu lugar, o padeiro disse-lhe bom dia com um ar tão simpático, quando ela deixou em cima do balcão o dinheiro de três carcaças2, e o empregado da mercearia ficou a conversar depois de lhe dar o troco e perguntou-lhe se gostava daquela nova marca de café. Nos meses mais quentes tirava um passe de terceira idade e passeava. No inverno não valia a pena, estava frio e vinha logo a chuva e preferia não sair, por causa do reumatismo. Mas, saindo só nos meses mais bonitos, o passe ficava ainda mais barato. Se fizesse a conta do preço a dividir por doze (ah, sabia bem fazer contas, sempre tinha sido esperta na escola) pois se fizesse a conta a dividir por doze ainda era menos que pagava pelo passe. Gostava sobretudo do elétrico da circulação, dava a volta à cidade sem ter de sair, e ainda por cima bem instalada, conseguia ficar quase sempre ao pé da janela. Ou, se não conseguisse na primeira volta, era certo que conseguia na segunda, porque, entretanto, sairia quem fosse à janela e era só empurrar-se um pouco e ocupar o lugar do outro, e então sim, via tudo como se estivesse no cinema. Ao cinema propriamente ia pouco, há vários anos até que já não ia. Não era só por ser caro, é que às vezes as cadeiras estavam gastas e faziam-lhe doer as costas, e também nunca sabia se ia gostar dos filmes. E se não gostasse não podia fazer como na televisão e mudar de canal ou desligar, tinha de aguentar até ao fim, ou sair. E era um grande desconsolo sair a meio, já lhe tinha acontecido mais do que uma vez. Por isso não ia cinema. Televisão via bastante, claro, mas dava-lhe mais gozo andar de elétrico. Em vez de ficar fechada em casa, andava no meio das pessoas e das ruas, mas sem se cansar, bem sentada. Gozando o espetáculo dos outros — olha ali aquela montra³ iluminada, aquele homem a correr, aquela mulher ajoujada⁴ com o cesto das couves. E ela ali, recostada na cadeira, sem carregar pesos, nem sequer o peso do seu próprio corpo — dava-lhe vontade de rir, tamanha facilidade. (Teolinda Gersão. Histórias de Ver e Andar, 2002. Adaptado) ¹ bonde; ² pãezinhos; ³ vitrine; ⁴ sobrecarregada

A colocação pronominal está de acordo com a norma-padrão em:

  1. A) Quando um lugar no bonde ficava vago, a Velha pegava-o e, bem sentada, recostava-se na cadeira e ia gozando o espetáculo dos outros.
  2. B) Se sentia bem a Velha com a volta à cidade sem ter de sair, e ainda por cima, sentava-se quase sempre ao pé da janela.
  3. C) O cinema não era como a televisão, que dava prazer à Velha, mas o bonde dava-lhe ainda mais e ela jamais abandonava-o.
  4. D) Quando assistia um filme que não agradava-lhe, a Velha ficava incomodada, era um desconsolo pensar que deixaria-o no meio.
  5. E) A Velha ficou contente com o padeiro que disse-lhe bom dia com um ar tão simpático, quando ela pagou-lhe os pãezinhos.
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Gabarito oficial: A

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Questão 2 · FACET · 2025 · Prefeitura Municipal de Pedro Velho (RN)

Quanto à colação pronominal, assinale a alternativa incorreta:

  1. A) A colocação pronominal indica a posição dos pronomes átonos - me, nos, te, vos, se, o(s), a(s), lhe(s) - em relação ao verbo, do que resulta a próclise, a mesóclise e a ênclise.
  2. B) A colocação pronominal é feita com base em prioridades. O caso que tem mais prioridade é a próclise, e se nenhuma das situações satisfizer o seu uso, é utilizada a ênclise.
  3. C) Na próclise, o pronome é colocado antes do substantivo. Isso acontece quando a oração contém palavras que atraem o pronome.
  4. D) A oração: Para começar, joguem-lhes a bola! Contém um exemplo de ênclise.
  5. E) A oração: Rapidamente atendem-nos se formos simpáticos, deveria ser escrita: Rapidamente nos antendem se formos simpáticos.
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Gabarito oficial: C

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Questão 3 · DECORP · 2025 · Prefeitura de Rodrigues Alves (AC)

Analise cuidadosamente as alternativas e indique aquela que respeita integralmente a norma padrão quanto à colocação dos pronomes oblíquos:

  1. A) Caso a comissão avaliadora aprovasse-lhe o projeto final, certamente alcançaria reconhecimento acadêmico.
  2. B) Entregaram as pesquisas para análise, porém recusaram-se a incluírem os novos dados solicitados-lhes pela banca examinadora.
  3. C) Conforme nos haviam recomendado os orientadores, seria importante preparar antecipadamente para a defesa pública.
  4. D) Não tinham dedicado-se suficientemente ao desenvolvimento do estudo, comprometendo-lhes a aprovação no processo seletivo.
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Gabarito oficial: C

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Questão 4 · EDUCA · 2025 · Prefeitura Municipal de Umbuzeiro (PB)

Os 5 segredos da felicidade segundo a ciência Ser feliz não é comer sempre o mesmo prato no restaurante que você mais gosta ou gozar de uma vida plena e tranquila; a ciência mostra que a chave para a satisfação pessoal é fazer coisas arriscadas, desconfortáveis e até mesmo desgastantes* Para nós, psicólogos que estamos sempre viajando de avião, a maneira como descrevemos nossa profissão para o vizinho de assento é determinante para saber se passaremos cinco horas ouvindo intrigas, detalhes de um casamento decadente, ou sobre o quanto é impossível resistir a uma bomba de chocolate. Mesmo usando fones de ouvido enormes, é impossível ignorar aquele passageiro decidido a contar sua história de abandono na infância. Para os que arriscam dizer a verdade e admitir que estudamos a felicidade, a resposta é quase sempre a mesma: o que eu posso fazer para ser feliz? O segredo da felicidade é uma preocupação cada vez mais importante na era moderna, já que o aumento da estabilidade financeira proporciona a muitos a oportunidade de se concentrar no crescimento pessoal. Uma vez que já não somos mais caçadores preocupados em encontrar a próxima presa, procuramos viver nossas vidas da melhor maneira possível. A busca da felicidade é uma epidemia mundial — em um estudo com mais de 10 mil participantes de 48 países, os psicólogos Ed Diener, da Universidade de Illinois, e Shigehiro Oishi, da Universidade de Virginia, descobriram que pessoas de todos os cantos do mundo consideram a felicidade mais importante do que outras realizações pessoais altamente desejáveis, tais como ter um objetivo na vida, ser rico ou ir para o céu. A febre da felicidade é estimulada em parte pelo crescente número de pesquisas que sugerem que, além de ser boa, a felicidade também faz bem — ela está ligada a muitos benefícios, desde maiores salários e um melhor sistema imunológico até estímulo à criatividade. A maioria das pessoas entende que a felicidade verdadeira é mais do que um emaranhado de sentimentos intensos e positivos — ela é melhor descrita como uma sensação plena de “paz” e “contentamento”. Não importa como seja definida, a felicidade é parcialmente emocional — e por isso está ligada à máxima de que cada indivíduo tem um ponto de regulação, como um termostato, definido pela bagagem genética e a personalidade de cada um. A felicidade verdadeira dura mais do que uma dose de dopamina, por isso é muito importante pensar nela como algo que vai além da emoção. A sensação de felicidade de cada um também inclui reflexões cognitivas, tais como quando você ri — ou não! — da piada do seu melhor amigo, ou quando analisa o formato do seu nariz ou a qualidade do seu casamento. Somente parte desta sensação tem a ver com o que você sente; o resto é produto de um cálculo mental, em que você computa suas expectativas, seus ideais, a aceitação daquilo que não pode mudar e inúmeros outros fatores. Assim, a felicidade é um estado mental e, como tal, pode ser intencional e estratégico. Não importa qual seja o seu ponto de regulação emocional, seus hábitos diários e suas escolhas — da maneira como você lida com uma amizade até como reflete sobre decisões em sua vida — podem influenciar o seu bem-estar. Os hábitos de pessoas felizes foram documentados em estudos recentes e fornecem uma espécie de manual a ser seguido. Aparentemente (e paradoxalmente, é preciso dizer), atividades que causam incerteza, desconforto, e mesmo uma pitada de culpa estão associadas às experiências mais memoráveis e divertidas das vidas das pessoas. As pessoas mais felizes, ao que parece, têm vários hábitos não-intuitivos que poderiam ser considerados como infelizes. Ou seja, nem tudo aquilo que os livros de auto-ajuda defendem que pode te fazer feliz tem parcela significativa na sua felicidade. A felicidade pode vir de onde menos se esperava. Duvida? Que bom, isso significa que você tem grandes chances de ser feliz. Confira a seguir: O importante é correr riscos Situações complicadas, incertas e até mesmo desgastantes são fundamentais para aumentar nossa sensação de satisfação. Pessoas verdadeiramente felizes aparentam saber intuitivamente que a felicidade duradoura não se trata apenas de fazer aquilo de que gostamos. Ela também exige crescimento pessoal e se aventurar além dos limites da sua zona de conforto. Em um estudo de 2007, os psicólogos do estado do Colorado Todd Kashdan e Michael Steger monitoraram as atividades diárias de estudantes e como eles se sentiam durante 21 dias; aqueles que sentiam curiosidade em determinado dia também se diziam mais satisfeitos com a vida — e se envolviam em um número maior de atividades que levavam à felicidade, tais como expressar sua gratidão aos colegas ou praticar atividades voluntárias. É sexta-feira à noite e você tem planos de jantar com os amigos. Se você quiser ter certeza de que vai chegar em casa satisfeito, você pede uma pizza ou um hambúrguer. Se, em vez disso, você escolher um tipo de comida que nunca experimentou (culinária etíope — claro, por que não?) você corre o risco de não gostar muito daquela injera com wat (tipo de massa fina de pão coberta com carne condimentada) —, mas pode ser que se surpreenda com um sabor delicioso. A curiosidade — aquele estado pulsante e ávido do não-saber — é fundamentalmente um estado de ansiedade. Quando, por exemplo, o psicólogo Paul Silvia mostrou aos participantes de uma pesquisa uma série de pinturas, as imagens tranquilas de Claude Monet e Claude Lorrain evocaram sentimentos felizes, enquanto as obras misteriosas e inquietantes de Egon Schiele e Francisco Goya causaram curiosidade. Ao que parece, a curiosidade consiste basicamente em explorar. Pessoas curiosas em geral entendem que, apesar de não ser fácil se sentir desconfortável e vulnerável, este é o caminho para se tornar mais forte e sábio. Na verdade, um olhar aprofundado no estudo de Kashdan e Steger sugere que pessoas curiosas investem em atividades que lhe causam desconforto, pois estas atuam como um trampolim para estados psicológicos mais elevados. É claro que existem diversas circunstâncias na vida em que a melhor maneira de aumentar seu grau de satisfação é simplesmente fazer o que te faz bem, como tocar sua música favorita numa jukebox ou fazer planos para visitar seu melhor amigo. Mas, de vez em quando, vale a pena buscar uma nova experiência, mais complicada, incerta e até mesmo desgastante — seja finalmente fazer aquela aula de caratê pela primeira vez ou ceder a sua casa para a exibição do filme de arte de um colega. As pessoas mais felizes optam pelas duas vias e assim se beneficiam de ambas. (...) Fonte: Revista Galileu. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Life-Hacks/noticia/2015/03/os-5-segredos-da-felicidade-segundo-ciencia.html.

Leia o trecho a seguir: "O segredo da felicidade é uma preocupação cada vez mais importante na era moderna, já que o aumento da estabilidade financeira proporciona a muitos a oportunidade de se concentrar no crescimento pessoal." Quanto a sua colocação, o pronome “se” é classificado como:

  1. A) Ênclise.
  2. B) Próclise.
  3. C) Anafórico.
  4. D) Dêitico.
  5. E) Mesóclise.
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Gabarito oficial: B

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Questão 5 · Avança SP · 2024 · Prefeitura Municipal da Estância Climática de Caconde/SP

A colocação pronominal mesoclítica não está vetada com verbos no:

  1. A) Futuro do modo subjuntivo.
  2. B) Pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo.
  3. C) Presente do modo subjuntivo.
  4. D) Pretérito do modo subjuntivo.
  5. E) Futuro do pretérito do modo indicativo.
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Gabarito oficial: E

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Questão 6 · Instituto IBEST · 2024 · Prefeitura Municipal de Dourados (MS)

"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer. Internet: <https://www.bbc.com> (com adaptações).

Com base nas regras de colocação dos pronomes átonos, seria correto adotar a ênclise, por falta de critério que imponha a próclise, no trecho

  1. A) “algo que nos torna únicos” (linha 2) — (...) torna-nos (...).
  2. B) “as pessoas se interessam” (linhas 7) — (...) interessam-se (...).
  3. C) ‘A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos’ (linhas 9-10) — (...) tornam-nos (...).
  4. D) ‘Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala’ (linhas 49-50) — (...) dá-nos (...).
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Gabarito oficial: B

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Questão 7 · Instituto AvançaSP · 2024 · Prefeitura Municipal de Lorena (SP)

De acordo com a gramática normativa, a ênclise está vetada se:
I. O verbo está flexionado em uma oração subordinada.
II. A oração é iniciada por palavra interrogativa.
III. Em uma locução verbal, o verbo auxiliar está flexionado no presente do indicativo. É (são) verdadeira(s) apenas a(s) afirmativa(s) em:

  1. A) I.
  2. B) II.
  3. C) III.
  4. D) I e II.
  5. E) II e III.
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Gabarito oficial: D

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Questão 8 · ITAME · 2024 · Prefeitura Municipal de Monte Alegre de Goiás (GO)

A colocação pronominal tem como base três princípios de posicionamentos de pronomes oblíquos. A mesóclise, a próclise e a ênclise. Assinale a alternativa correta que rege os princípios da mesóclise:

  1. A) Lembra-se de mim?
  2. B) Quem ousou te encaminhar os e-mails?
  3. C) Como poderia nos ajudar?
  4. D) Dar-te-ei os resultados dos exames.
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Gabarito oficial: D

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Questão 9 · Instituto Darwin · 2024 · Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Capibaribe (PE)

Filme Oppenheimer (2023, Christopher Nolan) Christopher Nolan utilizou, como base para o roteiro desta cinebiografia, o livro biográfico de J.R. Oppenheimer. A obra ganhou diversos prêmios, em especial a conquista de um Prêmio Pulitzer, na categoria “Biografia ou Autobiografia”, em 2006. A biografia do físico teórico foi escrita a quatro mãos pelos autores Kai Bird e Martin J. Sherwin, durante um período de vinte e cinco anos. Quando lemos ou escutamos o nome bomba atômica, é inevitável pensar, lá no início da segunda metade da década de 1940, no final da Segunda Guerra Mundial, nos ataques nucleares dos Estados Unidos da América às cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Do avião bombardeiro B-29, o “Enola Gay”, foi lançada na primeira cidade a bomba de codinome “Little Boy” (bomba de fissão de urânio), no dia 6 de agosto de 1945. Em 9 de agosto do fatídico ano, apenas três dias após o primeiro ataque nuclear da história, outro avião bombardeiro B-29 (apelidado de ‘Bockscar‘, ou ‘Bock’s Car‘) lançou sobre a segunda cidade nipônica a bomba de fissão de plutônio, apelidade de “Fat Man”. Essas duas bombas lançadas sobre as cidades japonesas foram as únicas até então a serem utilizadas durante uma guerra. Antes de utilizá-las para valer, os Estados Unidos conduziram o primeiro teste de arma nuclear dentro do “Projeto Manhattan”, no dia 16 de julho de 1945, no Novo México, em que foi posta em prática a experiência “Trinity”, nome da bomba de plutônio de implosão, o mesmo tipo de arma utilizada posteriormente em Nagasaki (Japão). Logo após a passagem da onda de choque da Experiência “Trinity”, instaurou-se a “Era Atômica”, designada “Era Nuclear”. Esse período da história – também conhecida como “Idade Atômica” – foi intensificado após a utilização em larga escala da tecnologia nuclear que culminou na destruição em massa das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, e das milhares de pessoas mortas (cálculos conservadores estimam que até o último mês de 1945 havia cerca de 110 mil pessoas mortas, em ambas as cidades; outros estudos calculam mais de 210 mil vidas ceifadas). (...) Os acontecimentos resumidos acima e seus diversos personagens fazem parte do roteiro adaptado de Christopher Nolan e estão – e são – representados na esplendorosa captação de som e imagem assinadas pela grife C. Nolan em parceria com o compositor de cinema sueco Ludwig Göransson, o diretor de fotografia holandês Hoyte van Hoytema e a constelação de superelenco, que tem como estrela mais brilhante o ator irlandês Cillian Murphy. A semelhança física de Murphy e seu personagem-título incrementa a sua potência interpretativa, que aliás adentra ao íntimo caótico do biografado; as cenas e imagens, em que somos os intrusos dentro da cabeça do criador da bomba atômica, captam lapsos de tensão e terror imaginados na consciência do homem diante do dilema em torno da potencialidade destrutiva que a sua criação provocará às pessoas, ao mundo e ao próprio criador um fardo do qual Chris Nolan capta profundamente nas cenas do Teste Trinity, momento em que, meio do deserto do Novo México, é detonada a primeira bomba atômica; sequência onde a junção do design de som e imagem conjugam-se concomitante. É claro o saber quanto ao clímax do filme, espera-se ver – e principalmente escutar – o detonar e a sequência explosiva da bomba atômica (Trinity), neste momento somos surpreendidos pela inteligência da direção à maneira como nos é transmitida a explosão, no momento derradeiro o sistema de som da sala de cinema é tomada pelo peso do silêncio perturbador, momento em que somos impactados por uma onda de consciência que imagino levar a um pensamento coletivo diante das consequências de que o sucesso do Teste Trinity causaria futuramente, tratando-se de uma arma de guerra impiedosa, de poder destrutivo capaz de aniquilar do tempo e espaço qualquer coisa ou ser. A chegada estrondosa do som oriundo da detonação da bomba atômica Trinity estremece a alma. Apesar de achar os longínquos 180 minutos de duração, essas 3 horas de filme transcorrem imperceptíveis no tempo, o banheiro e o bocejo ficam para segundo plano, no transcorrer dos créditos finais, graças à inquestionável qualidade técnica e narrativa já tantas fezes aprovadas em produções anteriores assinadas por Nolan & Cia. Albert Einstein é o gênio da física que se faz presente na biografia de J. Robert Oppenheimer, sua participação é pontual e em ação transmite carisma através da interpretação de Tom Conti. Para mim, caso no futuro venha ser produzido cinebiografia do pai da Teoria da Relatividade, o ator deve repetir o seu personagem. Ainda neste bloco, faço questão de trazer à tona outros atores que merecem os elogios devido a excepcional prestação de serviço executada em cena: Florence Pugh como Jean Tatlock, Emily Blunt como Kitty Oppenheimer, Josh Hartnett como Ernest Lawrence, Kenneth Branagh como Niels Bohr, Matt Damon como Leslie Groves e uma das melhores performances dele, Robert Downey Jr. como Lewis Strauss. Os envolvidos no departamento de som merecem os aplausos, pois um dos quesitos técnicos de maior destaque cai sobre os ombros dos profissionais responsáveis pelo departamento design de som. As diversas explosões de bombas ouvidas ao longo do filme são sentidas com tamanha perfeição sonora que quem escuta chega até a esboçar uma reação de tapar os ouvidos tamanho é o realismo do som. (...) Os diálogos carregados em meio a toda tensão nos entregam interpretações de uma régua de qualidade artística no patamar das mais elevadas; o dilema moral está no centro do filme, raciocínio perturbador que ocupa um espaço significativo dentro da cabeça brilhante de J. Robert Oppenheimer, todo o seu conhecimento teórico de mecânica quântica e física é materializado na bomba atômica. Nos minutos finais do filme, várias questões que incluem jogo político, traição, conspiração, investigação e julgamento ficam claras e totalmente expostas dentro e fora de Los Alamos. (...) Dentro do roteiro desta produção, surgem várias frases de efeitos, muitas delas já ouvidas pelo público em geral, que causam impacto quando vistas e ouvidas, muitas são verdadeiros estopins para reflexões filosóficas sobre o futuro do mundo após a invenção bélica, causa de interesse principal de muitas pessoas em assistir a esta produção épica. Dessas frases, destaco a fala de J. Robert Oppenheimer: “Agora eu me tornei a Morte, a destruidora de mundos”. Na cena final, é perceptível o peso do mundo jogado com todas as forças sobre as costas do “pai da bomba atômica”, junto do seu “descarte”, por parte do governo estadunidense, uma vez comprovada o sucesso do nascimento do seu “filho”. É devastador ver através da expressão final de J. Robert Oppenheimer a visão dele quanto ao futuro do mundo. (...)

Em relação à colocação pronominal, o pronome oblíquo “las”, no período “Antes de utilizá-las para valer, os Estados Unidos conduziram o primeiro teste de arma nuclear dentro do “Projeto Manhattan”,...”, ocupa

  1. A) a posição proclítica, devido à atração exercida pela preposição “de”.
  2. B) a posição mesoclítica, devido ao verbo no futuro do presente.
  3. C) a posição enclítica, devido ao verbo no infinitivo.
  4. D) a posição enclítica, devido ao verbo no imperativo.
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Gabarito oficial: C

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Questão 10 · IDIB · 2023 · FESP (Fundação Estatal de Saúde do Pantanal) - Coxim/MS

Agulha contaminada com HIV Nos anos 90, a população entrou em pânico com a notícia de que agulhas infectadas com o vírus HIV estavam sendo colocadas em assentos de cinemas e teatros. A história era que uma mulher desavisada havia sentado em uma das poltronas e sentiu uma picada. Ao olhar para o assento, encontrou uma agulha com o seguinte bilhete: “Bem-vindo ao mundo real! Agora você também é portador do HIV positivo”. Mas seria possível contrair o vírus da AIDS com uma agulha utilizada por um portador? De acordo com a medicina, essa chance é praticamente inexistente, pois o vírus HIV sobrevive por pouquíssimo tempo fora do organismo. Mas o terror não acaba por aí. Há alguns anos, uma história similar virou assunto em todo o Brasil. Os usuários do aplicativo WhatsApp começaram a receber uma mensagem que alertava sobre um homem vestido de enfermeiro que estava em determinados locais oferecendo teste de diabetes, mas na verdade, estaria utilizando uma agulha com o vírus HIV para infectar outras pessoas. Um retrato falado do suspeito era divulgado junto à mensagem, que pedia para que fosse repassada para o maior número possível de pessoas. Alguns dias depois, as autoridades asseguraram que a mensagem era apenas um boato e o retrato falado era de um estuprador procurado pela polícia de Manaus. (Revista Segredos da Mente. Ano 3. Nº 142 – Março 2023)

Assinale o único enunciado em que a colocação pronominal está correta.

  1. A) Quando contarem-se estas histórias absurdas, desconfie.
  2. B) As pessoas simplesmente espalham estas notícias, pouco importando-se com as consequências deste ato.
  3. C) Depois que estas histórias foram inventadas, todos começaram a propagá-las.
  4. D) Nem sempre percebem-se as incoerências das histórias falsas.
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Gabarito oficial: C

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