Questão 1 · IGEDUC · 2026 · Prefeitura de Jati-CE
Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb
Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial.
Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.
Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.
O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.
Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.
Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.
Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.
Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.
No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.
A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.
No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais.
Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
O debate sobre o tema domina assembleias.
A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas.
Considerando a ortografia oficial das palavras destacadas nos trechos acima, é CORRETO afirmar que:
- A) A forma "assembleias" está correta; após o Acordo Ortográfico, não se acentuam os ditongos abertos "ei" em palavras paroxítonas, conforme a norma vigente.
- B) A forma "aluguéis" recebe acento por ser paroxítona terminada em ditongo crescente, mantendo regra idêntica à aplicada anteriormente à palavra "assembleias".
- C) A palavra "aluguéis" recebe acento gráfico porque todo ditongo aberto "ei" permanece acentuado na ortografia atual, independentemente da posição da sílaba tônica.
- D) O vocábulo "assembleias" admite dupla grafia, com ou sem acento, pois a retirada do acento gráfico em ditongos abertos tornou-se facultativa na norma atual.
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Gabarito oficial: A
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Questão 2 · ABCP · 2025 · CRBM-1 (Conselho Regional de Biomedicina 1ª Região)
Naufrágio de quase 2 mil anos preserva coleção com centenas de cerâmicas intactas
Centenas de cerâmicas antigas bem conservadas foram encontradas em um naufrágio na costa de Adrasan, na Turquia, a uma profundidade de 33 a 46 metros da superfície. Estima-se que os pratos, as bandejas e as tigelas datem do período helenístico tardio e do início do período romano, indicando que a embarcação pode ter afundado há quase dois mil anos.
A descoberta veio à tona graças a um mergulho conduzido pelo próprio ministro da Cultura e do Turismo do país, Mehmet Nuri Ersoy. Imagens e vídeos da expedição demonstram que as louças antigas estão em excelente estado de conservação, com suas cores e características originais preservadas.
Neste navio cargueiro, descobrimos centenas de peças revestidas com argila crua, dispostas umas dentro das outras para protegê-las durante o transporte. Graças a essa técnica, até mesmo os padrões da cerâmica sobreviveram até os dias atuais quase intactos.
Como muitas das peças sobreviveram em suas posições originais, elas fornecem informações valiosas sobre a forma de produção, embalagem e transporte de bens de consumo na antiguidade. Além de gerar insights sobre as vantagens do revestimento com argila bruta, uma abordagem que nunca tinha sido vista de maneira tão completa em nenhum outro lugar.
Alguns exemplares da carga naufragada foram levados de volta para a superfície, de forma a permitir análises mais detalhadas do material. Encaminhadas para os Laboratórios Regionais de Restauração e Conservação, essas obras serão limpas, manipuladas e estudadas em detalhes no sentido de completar lacunas sobre a história desse naufrágio, bem como das atividades comerciais da região.
(Fonte adaptada: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueologia/noticia/2025/07/naufragio-preserva-colecao-com-centenas-de-ceramicas-intactas-veja.ghtml, acesso em 07 de julho de 2025.)
Analise as assertivas a seguir, tendo em vista a utilização da acentuação gráfica em palavras do texto: I- “vídeos” (linha 13) é acentuado graficamente por ser um hiato entre as vogais “í” e “e”, devendo-se ao fato de a vogal í tônica estar isolada na sílaba; II- “cerâmicas” (linha 01) só é proparoxítona quando está no plural; III- Em “pratos” (linha 05) e “tigelas” (linha 06), a ausência de acento se explica pelo fato de serem paroxítonas terminadas em “os” e “as”, respectivamente, o que dispensa acentuação gráfica; IV- “antiguidade” (linha 27) não recebe acento gráfico, mesmo sendo paroxítona terminada em -e, devido à tonicidade recair na última sílaba, o que a torna uma oxítona e justifica a ausência de acento. Dos itens acima:
- A) Apenas o item III está correto.
- B) Apenas os itens II e IV estão corretos.
- C) Apenas os itens I e II estão corretos.
- D) Apenas os itens III e IV estão corretos.
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Gabarito oficial: A
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Questão 3 · GAMA · 2025 · Prefeitura Municipal de Cotriguaçu (MT)
O TEMPO
Há duas formas de marcar o tempo. Uma delas foi inventada por homens que amam a precisão dos números, matemáticos, astrônomos, cientistas, técnicos. Para marcar o tempo de forma precisa, eles fabricaram ampulhetas, relógios, cronômetros, calendários. Nesses artefatos técnicos, todos os pedaços do tempo – segundos, minutos, dias, anos – são feitos de uma mesma substância: números, entidades matemáticas. Não há inícios nem fins, apenas a indiferente sucessão de momentos, que nada dizem sobre alegrias e sofrimentos. Apenas um bolso vazio. Nele, a alma não encontra morada. [...] A outra foi inventada por homens que sabem que a vida não pode ser medida com calendários e relógios. A vida só pode ser marcada com a vida. Os amantes do Cântico dos Cânticos marcavam o tempo do amor pelos frutos maduros que pendiam das árvores. Quando as folhas dos plátanos ficam amarelas sabemos que o outono chegou. Os ipêsrosas e amarelos anunciam o inverno. Qual a magia que informa os ipês, todos eles, em lugares muito diferentes, que é hora de perder as folhas e florescer? E sem misturar as cores. Primeiro os rosas, depois os amarelos e, finalmente, os brancos. [...] A precisão dos números marca o tempo das máquinas e do dinheiro. O tempo do amor se marca com o corpo. Um calendário é coisa precisa: anos, meses, dias, horas, que são marcados com números. Esses números medem o tempo. Mas os pedaços de tempo são bolsos vazios: nada há dentro deles. O bolso vazio do tempo se torna parte do nosso corpo quando o enchemos com vida. Aí o tempo não mais pode ser representado por números. O tempo aparece como um fruto que vai sendo comido: é belo, é colorido, é perfumado. E, à medida que vai sendo comido, vai acabando. Vem a tristeza. O tempo da vida se marca por alegrias e tristezas. Há inícios e há fins. Tempus fugit; o tempo foge. Portanto, carpe diem: colha o dia como um fruto que amanhã estará podre. Viver ao ritmo de alegrias e tristezas é ser sábio. “Sapio”, no latim, quer dizer, “eu saboreio”. O sábio é um degustador da vida. A vida não é para ser medida. Ela é para ser saboreada. Um texto bíblico diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos um coração sábio”. Acho que Jesus sorriria se eu acrescentasse ao “Pai-Nosso” outra súplica: “A fruta nossa de cada dia dá-nos hoje…”. Caqui, pitanga, morango à beira do abismo, melancia… Heráclito foi um filósofo grego fascinado pelo tempo. Contemplava o rio e via que tudo é rio. Percebeu que não é possível entrar duas vezes no mesmo rio; na segunda vez, as águas serão outras, o primeiro rio já não existirá. Tudo é água que flui: as montanhas, as casas, as pedras, as árvores, os animais, os filhos, o corpo… Assim é tudo, assim é a vida: tempo que flui sem parar. Daquilo que ele supostamente escreveu, restam apenas fragmentos enigmáticos. Dentre eles, um me encanta: “Tempo é criança brincando, jogando; da criança o reinado”. Para nós, o tempo é um velho, cada vez mais velho, sobre quem se acumulam os anos que passam e de quem a vida foge. Heráclito, ao contrário, diz que o tempo é criança, início permanente, movimento circular, o fim que volta sempre ao início, fonte de juventude eterna, possibilidade de novo começos. Tempo é criança? O que o filósofo queria dizer exatamente eu não sei. Mas sei que as crianças odeiam Chronos, o deus dos cronômetros, dos segundos, dos centésimos de segundos O relógio é o tempo do dever: corpo engaiolado.
ALVES, Rubem. Do universo à jabuticaba. São Paulo: Editora Planeta, 2010.
A palavra que deve, obrigatoriamente, ser acentuada é:
- A) Existira.
- B) Biblico.
- C) Inicio.
- D) Suplica.
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Gabarito oficial: B
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Questão 4 · APICE · 2025 · Prefeitura Municipal de Boa Vista (PB)
A concordância verbal e nominal está plenamente de acordo com a norma-padrão em:
- A) é, nós, já.
- B) último, estímulos, rápido.
- C) resolver, particular, acesso.
- D) três, mês, há.
- E) substância, consequências, tédio.
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Gabarito oficial: E
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Questão 5 · Avança SP · 2025 · Prefeitura Municipal da Estância Climática de Caconde/SP
A eterna imprecisão da linguagem
— Que pão! Doce? de mel? de açúcar? de ló? de ló de mico? de trigo? de milho? de mistura? de rapa? de saruga? de soborralho? do céu? dos anjos? brasileiro? francês? italiano? alemão? do chile? de forma? de bugio? de porco? de galinha? de pássaros? de minuto? ázimo? bento? branco? dormido? duro? sabido? saloio? seco? segundo? nosso de cada dia? ganho com o suor do rosto? que o diabo amassou?
— Uma uva! Branca? preta? tinta? moscatel? isabel? maçã? japonesa? ursina? brava? bastarda? rara? de galo? de cão? de cão menor? do monte? da serra? do mato? de mato grosso? de facho? de gentio? de João Pais? do nascimento? do inverno? do inferno? de praia? de rei? de obó? da promissão? da promissão roxa? verde da fábula de La Fontaine? espim? do diabo?
— O diabo! Lúcifer? Belzebu? Azazel? Exu? marinho? alma? azul? coxo? canhoto? beiçudo? rabudo? careca? tinhoso? pé de pato? pé de cabra? capa verde? romãozinho? bute? cafute? Pedro Botelho? temba? mafarrico? dubá? louro? a quatro?
— É uma flor. Da noite? de um dia? do ar? da paixão? do besouro? da quaresma? das almas? de abril? de maio? do imperador? da imperatriz? de cera? de coral? de enxofre? de lã? de lis? de pau? de natal? de São Miguel? de São Benedito? da santa cruz? de sapo? do cardeal? do general? de noiva? de viúva? da cachoeira? de baile? de vaca? de chagas? de sangue? de Jesus? do espírito santo? dos formigueiros? dos amores? dos macaquinhos? dos rapazinhos? de pelicano? de papagaio? de mel? de merenda? de 11 horas? de trombeta? de mariposa? de veludo? do norte? do paraíso? de retórica? neutra? macha? estrelada? radiada? santa? que não se cheira?
— É uma bomba. De sucção? de roda? de parede? premente? aspirante-premente? de incêndio? real? transvaliana? vulcânica? atômica? de hidrogênio? de chocolate? suja? de vestibular de medicina? de anarquista? de São João e São Pedro? de fabricação caseira? de aumento do preço do dólar? enfeitada? de zoncho? de efeito psicológico?
— É um amor. Perfeito? perfeito da China? perfeito do mato? perfeito azul? perfeito bravo? próprio? materno? filial? incestuoso? livre? platônico? socrático? de vaqueiro? de carnaval? de cigano de perdição? de hortelão? de deus? do próximo? sem olho? à pátria? bruxo? que não ousa dizer seu nome?
— Vá em paz. Armada? otaviana? romana? podre? dos pântanos? de Varsóvia? de requiescat? e terra?
— Vá com Deus. Qual?
ANDRADE, C. D. A eterna imprecisão da linguagem. Correio da Manhã. Rio de Janeiro, 1968. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17404/a-eterna-imprecisao-de-linguagem>. (Adaptado).
Analise as palavras a seguir, retiradas do texto, quanto à acentuação gráfica. Verifica-se que são acentuadas pela mesma regra ortográfica apenas as palavras:
- A) dubá; fábula; obó.
- B) ázimo; paraíso; viúva.
- C) psicológico; socrático; retórica.
- D) pé; açúcar; ló.
- E) pássaros; céu; dólar.
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Gabarito oficial: C
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Questão 6 · Instituto IACP · 2025 · Prefeitura Municipal de Satuba (AL)
Assinale a alternativa com as palavras, CORRETAMENTE, acentuadas ou não, conforme o Acordo Ortográfico.
- A) Feiúra, baiúca, tuiuiú.
- B) Feiura, baiuca, tuiuiú.
- C) Feiura, baiúca, tuiuiu.
- D) Feiúra, baiuca, tuiuiu.
- E) Feiura, baiuca, tuiuiu.
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Gabarito oficial: E
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Questão 7 · EDUCA · 2024 · Prefeitura de Cabedelo (PB)
Mortes violentas caem 4% em 2023, dizem dados do Ministério da Justiça
O governo federal anunciou, nesta quarta-feira, 31, uma queda de 4,17% no número de crimes violentos letais em 2023. De acordo com as estatísticas, foram registradas 40.429 mortes desse tipo em 2023, menos do que as 42.190 mortes notificadas em 2022.
Os dados incluem os crimes de homicídio, latrocínio (roubo seguido de morte), lesão corporal seguida de morte e feminicídio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quarta-feira, 31, de uma entrevista coletiva temática sobre segurança pública. A área foi a pior avaliada pela população durante o governo Lula, segundo pesquisa do Instituto Atlas divulgada em setembro.
Painel construído pelo governo mostra ainda que houve uma queda de 1,88% na quantidade de feminicídios em um ano. Foram 1.438 mortes de mulheres em 2022, enquanto em 2023, o país registrou 1.411. Os dados mostram uma média de quatro feminicídios por dia no país no ano passado. No Estado de São Paulo, esse tipo de crime bateu recorde, como mostrou o Estadão.
O número de mortes violentas tem apresentado uma tendência de queda desde 2018. Nos últimos anos, no entanto, o poder de facções criminosas tem tido grande influência na oscilação dos números. Estudos publicados pelo Estadão indicam que o arrefecimento do conflito entre grandes facções do país, com o PCC e o Comando Vermelho, têm impacto direto na redução dos índices.
Historicamente, o País não possuía um dado unificado de mortes violentas elaborado pelo governo federal. O Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) foi criado em 2012, mas seu mapeamento com dados fornecidos pelos Estados era precário, de acordo com análise de especialistas. Nos últimos anos, a atualização do Sinesp tem sido aperfeiçoada.
O presidente Lula defendeu que o combate aos pequenos crimes seja humanizado e que haja foco no combate ao crime organizado, que, segundo ele, "está na imprensa, está na política, está no futebol, está nos empresários, está em todos os lugares do planeta."
"A gente quer humanizar o combate ao pequeno crime e jogar pesado contra a indústria internacional do crime organizado. Essa tem avião, navio, iate, tem poder em muitas decisões em muitas instâncias".
Durante a apresentação, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que a redução desses crimes mostra que a tese que defende a disseminação de armas de fogo como solução para combate à violência é falsa.
"Mostramos que menos armas e menos crimes. Essa é a síntese do panorama que apresentamos em 2023”, disse Dino.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br Acesso em: 31/01/2024 (Adaptado)
Os dados mostram uma média de quatro feminicídios por dia no país no ano passado.
- A) As palavras “feminicídios” e “país” recebem acentos gráficos justificados por serem terminadas em ditongo seguidos de “s”.
- B) A palavra “média” recebe acento gráfico porque é paroxítona terminada em ditongo.
- C) As palavras “média”, “feminicídios” e “país” são acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
- D) A palavra “país” recebe o acento gráfico porque é monossílaba tônica terminada em “ís”.
- E) A palavra “média” é acentuada e justificada pela mesma regra de “país”.
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Gabarito oficial: B
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Questão 8 · DECORP · 2024 · Prefeitura Municipal de Feijó (AC)
A palavra que precisa ser acentuada graficamente para estar correta quanto às normas em vigor está destacada na seguinte frase:
- A) Lamentavelmente os telespectadores veem as novelas como um espelho da realidade.
- B) Atores de novela constroem seus personagens fazendo pesquisas.
- C) Todos os escritores de novela tem o desejo de criar um personagem inesquecível.
- D) Alguns novelistas gostam de expor temas sociais em suas tramas para sensibilizar os telespectadores.
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Gabarito oficial: C
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Questão 9 · Instituto Darwin · 2024 · Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Capibaribe (PE)
Filme Oppenheimer (2023, Christopher Nolan)
Christopher Nolan utilizou, como base para o roteiro desta cinebiografia, o livro biográfico de J.R. Oppenheimer. A obra ganhou diversos prêmios, em especial a conquista de um Prêmio Pulitzer, na categoria “Biografia ou Autobiografia”, em 2006. A biografia do físico teórico foi escrita a quatro mãos pelos autores Kai Bird e Martin J. Sherwin, durante um período de vinte e cinco anos. Quando lemos ou escutamos o nome bomba atômica, é inevitável pensar, lá no início da segunda metade da década de 1940, no final da Segunda Guerra Mundial, nos ataques nucleares dos Estados Unidos da América às cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Do avião bombardeiro B-29, o “Enola Gay”, foi lançada na primeira cidade a bomba de codinome “Little Boy” (bomba de fissão de urânio), no dia 6 de agosto de 1945. Em 9 de agosto do fatídico ano, apenas três dias após o primeiro ataque nuclear da história, outro avião bombardeiro B-29 (apelidado de ‘Bockscar‘, ou ‘Bock’s Car‘) lançou sobre a segunda cidade nipônica a bomba de fissão de plutônio, apelidade de “Fat Man”. Essas duas bombas lançadas sobre as cidades japonesas foram as únicas até então a serem utilizadas durante uma guerra. Antes de utilizá-las para valer, os Estados Unidos conduziram o primeiro teste de arma nuclear dentro do “Projeto Manhattan”, no dia 16 de julho de 1945, no Novo México, em que foi posta em prática a experiência “Trinity”, nome da bomba de plutônio de implosão, o mesmo tipo de arma utilizada posteriormente em Nagasaki (Japão). Logo após a passagem da onda de choque da Experiência “Trinity”, instaurou-se a “Era Atômica”, designada “Era Nuclear”. Esse período da história – também conhecida como “Idade Atômica” – foi intensificado após a utilização em larga escala da tecnologia nuclear que culminou na destruição em massa das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, e das milhares de pessoas mortas (cálculos conservadores estimam que até o último mês de 1945 havia cerca de 110 mil pessoas mortas, em ambas as cidades; outros estudos calculam mais de 210 mil vidas ceifadas). (...) Os acontecimentos resumidos acima e seus diversos personagens fazem parte do roteiro adaptado de Christopher Nolan e estão – e são – representados na esplendorosa captação de som e imagem assinadas pela grife C. Nolan em parceria com o compositor de cinema sueco Ludwig Göransson, o diretor de fotografia holandês Hoyte van Hoytema e a constelação de superelenco, que tem como estrela mais brilhante o ator irlandês Cillian Murphy. A semelhança física de Murphy e seu personagem-título incrementa a sua potência interpretativa, que aliás adentra ao íntimo caótico do biografado; as cenas e imagens, em que somos os intrusos dentro da cabeça do criador da bomba atômica, captam lapsos de tensão e terror imaginados na consciência do homem diante do dilema em torno da potencialidade destrutiva que a sua criação provocará às pessoas, ao mundo e ao próprio criador um fardo do qual Chris Nolan capta profundamente nas cenas do Teste Trinity, momento em que, meio do deserto do Novo México, é detonada a primeira bomba atômica; sequência onde a junção do design de som e imagem conjugam-se concomitante. É claro o saber quanto ao clímax do filme, espera-se ver – e principalmente escutar – o detonar e a sequência explosiva da bomba atômica (Trinity), neste momento somos surpreendidos pela inteligência da direção à maneira como nos é transmitida a explosão, no momento derradeiro o sistema de som da sala de cinema é tomada pelo peso do silêncio perturbador, momento em que somos impactados por uma onda de consciência que imagino levar a um pensamento coletivo diante das consequências de que o sucesso do Teste Trinity causaria futuramente, tratando-se de uma arma de guerra impiedosa, de poder destrutivo capaz de aniquilar do tempo e espaço qualquer coisa ou ser. A chegada estrondosa do som oriundo da detonação da bomba atômica Trinity estremece a alma. Apesar de achar os longínquos 180 minutos de duração, essas 3 horas de filme transcorrem imperceptíveis no tempo, o banheiro e o bocejo ficam para segundo plano, no transcorrer dos créditos finais, graças à inquestionável qualidade técnica e narrativa já tantas fezes aprovadas em produções anteriores assinadas por Nolan & Cia. Albert Einstein é o gênio da física que se faz presente na biografia de J. Robert Oppenheimer, sua participação é pontual e em ação transmite carisma através da interpretação de Tom Conti. Para mim, caso no futuro venha ser produzido cinebiografia do pai da Teoria da Relatividade, o ator deve repetir o seu personagem. Ainda neste bloco, faço questão de trazer à tona outros atores que merecem os elogios devido a excepcional prestação de serviço executada em cena: Florence Pugh como Jean Tatlock, Emily Blunt como Kitty Oppenheimer, Josh Hartnett como Ernest Lawrence, Kenneth Branagh como Niels Bohr, Matt Damon como Leslie Groves e uma das melhores performances dele, Robert Downey Jr. como Lewis Strauss. Os envolvidos no departamento de som merecem os aplausos, pois um dos quesitos técnicos de maior destaque cai sobre os ombros dos profissionais responsáveis pelo departamento design de som. As diversas explosões de bombas ouvidas ao longo do filme são sentidas com tamanha perfeição sonora que quem escuta chega até a esboçar uma reação de tapar os ouvidos tamanho é o realismo do som. (...) Os diálogos carregados em meio a toda tensão nos entregam interpretações de uma régua de qualidade artística no patamar das mais elevadas; o dilema moral está no centro do filme, raciocínio perturbador que ocupa um espaço significativo dentro da cabeça brilhante de J. Robert Oppenheimer, todo o seu conhecimento teórico de mecânica quântica e física é materializado na bomba atômica. Nos minutos finais do filme, várias questões que incluem jogo político, traição, conspiração, investigação e julgamento ficam claras e totalmente expostas dentro e fora de Los Alamos. (...) Dentro do roteiro desta produção, surgem várias frases de efeitos, muitas delas já ouvidas pelo público em geral, que causam impacto quando vistas e ouvidas, muitas são verdadeiros estopins para reflexões filosóficas sobre o futuro do mundo após a invenção bélica, causa de interesse principal de muitas pessoas em assistir a esta produção épica. Dessas frases, destaco a fala de J. Robert Oppenheimer: “Agora eu me tornei a Morte, a destruidora de mundos”. Na cena final, é perceptível o peso do mundo jogado com todas as forças sobre as costas do “pai da bomba atômica”, junto do seu “descarte”, por parte do governo estadunidense, uma vez comprovada o sucesso do nascimento do seu “filho”. É devastador ver através da expressão final de J. Robert Oppenheimer a visão dele quanto ao futuro do mundo. (...)
Analise o excerto a seguir retirado do Texto: “É claro o saber quanto ao clímax do filme, espera-se ver – e principalmente escutar – o detonar e a sequência explosiva da bomba atômica...”. Com relação à acentuação gráfica das palavras em destaque acima, assinale a alternativa correta que apresenta todos os vocábulos acentuados pelos mesmos motivos de “clímax”, “sequência” e “atômica”, respectivamente.
- A) consciência – álbum – ímpeto.
- B) negócio – repórter – ápice.
- C) tórax – paciência – sofá.
- D) ônix – alívio – atípico.
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Gabarito oficial: D
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Questão 10 · ADVISE · 2024 · Prefeitura Municipal de São José da Tapera (AL)
Cristóvão Colombo era espanhol e judeu, revela novo estudo
01 O famoso explorador Cristóvão Colombo era
02 provavelmente espanhol e judeu, de acordo com
03 um novo estudo genético conduzido por
04 cientistas espanhóis que pretendia lançar luz
05 sobre um mistério secular.
06 Os cientistas acreditam que o explorador,
07 provavelmente nasceu na Europa Ocidental,
08 possivelmente na cidade de Valência.
09 O estudo do DNA contradiz a teoria
10 tradicional, questionada por muitos historiadores,
11 de que o explorador era um italiano de Gênova.
12 Os países discutem há anos sobre a origem
13 do explorador, com muitos reivindicando o
14 explorador como um dos seus.
15 Estima-se que existam 25 teorias conflitantes
16 sobre seu local de nascimento de Cristóvão
17 Colombo, incluindo Polônia, Grã-Bretanha,
18 Grécia, Portugal, Hungria e Escandinávia.
19 Desde então, os cientistas compararam essa
20 informação genética com a de figuras históricas
21 e familiares do explorador, a fim de tentar
22 resolver o mistério.
23 A teoria anteriormente amplamente aceita era
24 que Colombo nasceu em Gênova, na Itália, em
25 1451, em uma família de tecelões.
26 Mas agora acredita-se que ele nasceu em
27 Espanha – provavelmente em Valência – e era
28 judeu. Os pesquisadores acham que ele
29 escondeu sua origem para evitar perseguição.
30 Cerca de 300 mil judeus praticantes viviam na
31 Espanha naquela época, antes de, juntamente
32 com os muçulmanos, terem sido ordenados a
33 converter-se ao catolicismo ou a deixar o país em
34 1492, ano em que Colombo desembarcou nas
35 Américas.
Texto modificado de https://www.bbc.com/portuguese/articles/crejl22q0q7o, acesso 22 OUT. 2024.
A partir das regras de acentuação gráfica vigentes, assinale a alternativa com ERRO na disposição das informações.
- A) ‘Espanhóis’ (linha 04) não perdeu o acento como ‘jiboia’.
- B) ‘Históricas’ (linha 20) é proparoxítona, mesmo, estando no singular.
- C) ‘Mistério’ (linha 22) é paroxítona.
- D) ‘Cristóvão’ (linha 16) é oxítona.
- E) ‘Américas’ (linha 35) é proparoxítona.
Ver gabarito
Gabarito oficial: D
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Resolver as 30 questões de Acentuação gráfica Outros temas de Língua Portuguesa